Temos um Celta Spirit 2007 que no momento é mais utilizado por minha esposa. É um carro econômico e eu já havia levado ele em uma oficina de confiança no final de 2015 para realizar uma revisão onde trocaram correia dentada e alguns componentes da suspenção, no entanto um problema na válvula termostática não foi detectado.
Esse componente trabalha de acordo com a temperatura do motor e direciona o fluxo da água do sistema de arrefecimento para mantê-lo no nível adequado de trabalho. Quando dá defeito pode travar fechado, onde o motor ferve, ou travar aberto deixando o sistema frio e aumentando o consumo de combustível. Ambos são prejudiciais porém o segundo caso é mais difícil de ser detectado, principalmente quando se usa o carro mais dentro da cidade do que em estrada.
Infelizmente nos motores VHC família 1 da GM este componente fica atrás da correia sincronizadora ou dentada, então eu acabei perdendo parte da mão de obra paga na ultima manutenção e tive que refazer o serviço para substituir esse componente. Aproveitei então e fiz uma revisão top, e como o carro já estava próximo dos 100 mil KM rodados, resolvi trocar vários outros componentes por segurança, e evitar ter de trocá-los antes da próxima troca de correias por volta dos 150 mil KM.
Nosso outro veículo é um Vectra Elegance NE 2009, um sonho realizado a cerca de 2 anos e que utilizamos mais para viajar. Quando o comprei fiz vários cálculos e achei que valia mais a pena manter dois usados em bom estado do que comprar um único zero popular, hoje me orgulho dessa escolha dado a flexibilidade que os dois me trouxeram.
O motor do Vectra é um pouco mais elaborado que o do Celta mas a mecânica GM é tão simples quanto. Após dar uma estudada no manual do reparador e assistir alguns vídeos no Youtube resolvi também efetuar a troca dos mesmos componentes do outro carro por conta própria. Ele tinha um barulho na correia que me irritava até o aquecimento e a válvula termostática também estava travada aberta. Então bora por as mãos na massa.
Ambos ficaram zerados e eu quebrado :)
Dado a falta de prática gastei mais tempo que o normal, sempre me certificando de que tudo estava conforme os requisitos. Isso associado a falta de ferramentas pneumáticas fez eu ficar com uma baita dor na lombar, mas a satisfação de ver tudo funcionando e que o método do "Faça Você Mesmo" deu certo não tem preço.
Mas essa foi uma aventura consciente, estudei todos os prós e contras antes de efetuar esse tipo de manutenção. Se eu precisasse mexer em transmissão por exemplo, jamais me atreveria e com prazer levaria ao meu mecânico novamente. É como fazer um bolo ou um churrasco, aquele bolo simples com água e farinha ou aquele contrafilé na grelha qualquer um pode fazer com um pouco de instrução e tempo, mas se quiser um bolo de festa ou aquela carne mais incrementada você não se atreve a por as mãos para um evento. Esse tipo de experiência só serve para eu valorizar mais a mão de obra de profissionais dessa área, que precisam de muita competência para lidarem com a grande variedade de modelos no mercado hoje em dia e não serem simples trocadores de peças.

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